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TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade​

TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

O TDAH NÃO resulta de má educação ou falta de limites, nem de perda de oportunidades ou abandono afetivo ou mesmo de lares desajustados. NÃO RESULTA de uma sociedade hiperativa, informatizada ou hiper focada em vários estímulos ao mesmo tempo.

O TDAH teve o primeiro artigo publicado em 1902, mas o padrão clínico só foi definido entre os anos 50-60 e reconhecido como transtorno em 1980. Porém somente hoje, por termos informações mais esclarecidas, estamos mais alertas para identificá-lo. Pesquisas recentes mostram que a incidência de TDAH independe do nível social e cultural e que os sinais do transtorno já podem ser observados antes dos 5 anos (durante seis meses, no mínimo) e com efeitos, dentre outros, na alimentação, no sono, no psicomotor, na linguagem da criança e nas dificuldades em memorizar e aprender.

O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas: TDAH com predomínio de sintomas de desatenção; TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade; TDAH combinado. Estudos apontam a predisposição genética e a ocorrência de alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro como as principais causas do transtorno do déficit de atenção. Algumas pesquisas indicam que fatores ambientais e neurológicos podem estar envolvidos, mas ainda não há consenso sobre o assunto.

Porém sabemos que o TDAH é um transtorno que leva a problemas em todos os aspectos da vida do portador e daqueles que convivem com ele. Acarreta problemas sociais, afetivos, de autoimagem, ansiedade, dificuldades de relacionamento, agressividade, impulsividade, grave desatenção, acidentes, abandono afetivo em função do comportamento “difícil”, maior risco de gravidez na adolescência, separação conjugal, e mais chance de não atingir a formação universitária ou sucesso na carreira profissional. Das dificuldades associadas à origem do fracasso escolar o TDAH vem sendo atualmente a mais amplamente divulgada na mídia. Existe um grave problema que é a falta de informação que ainda impera no meio escolar, a falta de preparo dos professores, além da veiculação de informações desencontradas sobre o transtorno e seus tratamentos. O professor, no geral sem saber como agir, encaminha estas crianças sem preparo ou modo preventivo de ação dentro de sala de aula. E ainda depois da confirmação diagnóstica, continuam sem saber o que fazer, demando à família e criando a expectativa de um “milagre” medicamentoso.

O TDAH é um problema que se identifica pela observação do comportamento, da cognição e do rendimento em situações sociais, afetivas e acadêmicas. Pelo excesso de sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade. O TDAH é um transtorno sem resultado biológico definido, onde exames de sangue e de imagem, como Tomografia e Ressonância, nada mostrarão. Nem todo profissional sabe diagnosticar o TDAH, no geral, os especialistas médicos mais aptos pela experiência são os neuropediatras e psiquiatras infantis e, nas áreas afins, os psicólogos, os fonoaudiólogos e os psicopedagogos.

Considera-se que o diagnóstico deve ser essencialmente clínico, o que significa que não pode ser feito isoladamente por nenhuma escala ou teste. Por conta dessa diferença essencial entre os sintomas comportamentais e as manifestações cognitivas são constatadas frequentes contradições entre as avaliações realizadas a partir do uso de escalas específicas ou os critérios do DSM V e aquelas baseadas exclusivamente em critérios neuropsicológicos. Avaliações precipitadas podem dar origem a falsos positivos que demandam a indicação desnecessária de medicamentos. O tratamento varia de acordo a existência, ou não, de comorbidades ou de outras doenças associadas, mas basicamente consiste em psicoterapia e acompanhamento médico. A psicoterapia representa um caminho eficaz para a recuperação da autoestima, quase sempre comprometida pelos sentimentos de fracasso e frustração provenientes das dificuldades de lidar com situações rotineiras.

É fundamental que se leve em conta que o processo da atenção envolve uma interação complexa de funções e o déficit consiste num quadro e não em uma doença específica. Além disso, em termos de diagnóstico a deficiência atencional pode se manifestar como um quadro primário ou como um sintoma secundário a vários distúrbios e circunstâncias. A atenção é uma função que deve ser observada e avaliada sempre interrelacionada a outras funções psíquicas.

Ellen Guerreiro​.

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