ESuP

Especialidades ESuP

"Nossa orientação consiste em tratar a pessoa como única na sua relação com seu corpo e com o mundo."

Depressão

A depressão é caracterizada pela diminuição ou perda de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, podendo inclusive, nos casos mais graves, levar a tentativas de suicídio. Este transtorno atinge pessoas de qualquer idade e pode levar a consequências que vão afetar desde a saúde física até graves comprometimentos na vida cotidiana, atingindo a capacidade de se relacionar e trabalhar, já que afeta a condição laborativa do adulto, pode promover o isolamento do adolescente e a condição do brincar da criança.

Os sintomas mais frequentes são: redução da energia, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, ansiedade, irritabilidade, apatia, isolamento social, dentre outros.
Com relação às consequências na saúde física pode ser considerada uma baixa no sistema imunológico , podendo abrir caminho para várias doenças. Estudos já apontam a depressão como um fator de risco para doenças cardiovasculares .

Cabe ressaltar que os sintomas da depressão variam de pessoa para pessoa, assim como o grau de acometimento do transtorno. O tratamento indicado consiste no uso de medicação, quando se faz necessário, porém o tratamento psicológico é indicado em qualquer grau que se apresente.

Ansiedade

A ansiedade é uma antecipação dos acontecimentos futuros que, de forma excessiva, inviabiliza as atividades do cotidiano. A ansiedade excessiva pode se tornar uma doença. Quando há o adoecimento, se transformando em Transtorno de Ansiedade, a pessoa passa a se “pre-ocupar” com o que possa vir a acontecer, podendo ser um perigo real, levando a pessoa a um descontrole e a apresentar sintomas de preocupação e medo extremos diante de situações simples da rotina.

É importante lembrar que a ansiedade por si só é uma emoção normal ao ser humano, e surge comumente ao enfrentarmos situações estressantes. A ansiedade é algo muito próximo da preocupação, um medo, um temor de que as coisas não saiam como nós gostaríamos. Todos esses componentes são necessários para a nossa evolução e sobrevivência. Entretanto, o que não pode ocorrer é um exagero de qualquer um deles.

O transtorno de ansiedade pode causar sintomas tanto mentais quanto físicos, como constante tensão ou nervosismo, problemas de concentração, descontrole sobre os pensamentos, preocupação exagerada em comparação com a realidade, insônia, irritabilidade dentre outros. Em alguns casos, os sintomas físicos são tão intensos que podem ser confundidos com doenças como infarto e outros eventos cardiovasculares. Muitas vezes os sintomas são progressivos, chegando a crises de pânico, onde sem motivo aparente, o indivíduo tem a sensação de que vai morrer ou se sente ameaçado de alguma forma, sem identificar o motivo. Grande parte das pessoas com transtornos de ansiedade evitam as situações que podem desencadear sintomas e, com isso, passam a viver de forma muito restrita, como não sair de casa sozinho, não participar de encontros e outros eventos sociais, ficar preocupado com tudo e acabar não fazendo nada. Inclusive quanto mais a ansiedade abala a vida de uma pessoa, maior a chance de ela ficar deprimida. O transtorno de ansiedade também pode estar associado a depressão e a outros transtornos.

O diagnóstico precoce e preciso da ansiedade, com tratamento eficaz e acompanhamento, são imprescindíveis para obter melhores resultados e menores prejuízos. A maior parte das pessoas com ansiedade começa a se sentir melhor e retoma as suas atividades depois de algumas semanas de tratamento. Por isso, é importante procurar ajuda especializada. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 264 milhões de indivíduos vivem com transtornos de ansiedade no planeta. No Brasil, eles atingem 9,3% da população, fazendo do nosso país o líder no ranking

Estresse

O aumento do sofrimento psicológico e dos transtornos mentais na atualidade se agrava cada vez mais em função do momento que vivemos. Em situações de estresse como as que vivemos hoje, até certo ponto é esperado sentir-se ansioso, com raiva, com medo, insatisfeito ou triste, porém quando um nível de estresse constante ou exagerado é atingido a situação pode agravar e levar a diferentes sintomas e transtornos mentais.

De certa maneira, a pandemia do coronavírus e todos os seus desdobramentos, nos obrigam a entrar em contato com uma realidade que antes não era tão evidente, de perdas e tensões. A falta de contato social, as notícias e perdas constantes de pessoas e recursos financeiros, além dos impactos na mudança de rotina em função da pandemia, causam situações cada vez mais estressantes, que quando agravadas, necessitam de apoio psicológico para lidar com elas. Para enfrentar este desafio o primeiro passo é entender que as emoções são parte fundamental da saúde. Assim sendo é vital reforçar que as doenças mentais não são “frescuras” muito menos “coisa de louco”. Elas devem ser diagnosticadas e tratadas com o mesmo respeito e seriedade de qualquer outra enfermidade que atinge o corpo.

Entre outros sinais, fiquem atentos a sintomas como cansaço extremo, desânimo recorrente, preocupação exagerada com tudo, insônia e pensamentos que não saem da cabeça. O diagnóstico precoce destas condições facilita um tratamento mais tranquilo e com resultados melhores.

Transtorno Bipolar

É comum ocorrer algumas alterações de humor durante o dia, desencadeadas por diversos motivos, como uma lembrança ou algo que não saiu conforme o planejado, mas quando ocorre frequentemente ou se trata de mudanças repentinas e sem motivos aparentes, fique alerta à Bipolaridade e suas flutuações de humor! Transtorno Afetivo Bipolar é um transtorno psiquiátrico que provoca alterações no comportamento e leva uma pessoa repentinamente a oscilar entre episódios maníacos e de depressão, as chamadas “oscilações de humor”.

Elaa são mudanças bruscas e intensas de humor, seja para raiva, tristeza ou euforia e, na maioria das vezes, sem motivos aparentes e com alto grau de intensidade afetiva, emoções desproporcionais a determinada situação ou ambiente.

Os episódios maníacos incluem sintomas como euforia, dificuldade para dormir, gastos excessivos, hiperatividade, pensamentos acelerados e perda de contato com a realidade. Já os episódios depressivos são caracterizados por falta de energia e motivação, além de perda de interesse nas atividades cotidianas. A frequência é variada, assim com a intensidade do quadro. A pessoa com transtorno bipolar não consegue controlar suas emoções e os sentimentos ficam “à flor da pele”, num dia está deprimida ou irritadiça, e no outro eufórica. Quem convive com a pessoa com bipolaridade, nem sempre identifica o motivo das flutuações de humor ou consegue lidar com seus descontroles emocionais.

Os episódios de alteração de humor podem durar dias ou meses e podem estar associados a pensamentos suicidas. Os sintomas de uma pessoa com transtorno bipolar costumam variar de pessoa para pessoa e, ainda que seja uma condição que não tem cura, é possível controlar as alterações de humor com tratamentos adequados. A ajuda profissional é fundamental para garantir a qualidade de vida de uma pessoa com este transtorno. É perfeitamente possível ter uma vida normal, mas o tratamento é indispensável e deve ser seguido à risca.

Autismo

O autismo é uma condição bem complexa, inclui deficiências na interação social e habilidades de linguagem e comunicação, combinadas com comportamentos rígidos e repetitivos. Em função da variedade de sintomas, esta condição é agora chamada de transtorno do espectro do autismo (TEA), que abrange um amplo espectro de sintomas, habilidades e níveis de desenvolvimento. Os sintomas do autismo geralmente aparecem durante os primeiros anos de vida e algumas crianças mostram sinais desde o nascimento ou quando as demandas e exigências do ambiente excedem suas condições e subjetividade. Hoje discute-se o fato de que o autismo parece estar aumentando. Estima-se que uma em cada 160 crianças tenham transtorno do espectro autista. A multiplicidade de investigações neste campo esclarece cada dia mais a respeito do espectro e do que concerne ao tratamento do autismo. No entanto, não está totalmente claro se o aumento está relacionado a mudanças na forma como é realizado o diagnostico ou se é um aumento real de casos. Assim como não são claras as razões pelas quais o autismo acomete uma criança.
O “diagnostico” e identificação do autista tem demandado muitas discussões por meio de vários estudos e linhas de pensamentos, em que cada uma enxerga o tema de maneira diferente. A base teórica presente na sociedade com maior “visibilidade” e exercida pela maioria dos profissionais é o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), no qual as abordagens psicológicas e a psiquiatria médica são tidas como direção de tratamento.
O diagnóstico de TEA inclui:

TRANSTORNO AUTISTA – Refere-se a problemas no desenvolvimento, com dificuldades nas interações sociais e na comunicação, e prejuízos cognitivos em certo grau.

SÍNDROME DE ASPERGER – Transtorno de desenvolvimento que afeta a capacidade de se socializar e de se comunicar com eficiência, mas com a inteligência na média ou acima dela. Considerada um tipo de autismo brando, muitas vezes o diagnóstico é mais tardio que do autismo, pois em geral se começa notar que a criança não interage do modo esperado apenas na fase escolar.

TRANSTORNO INVASIVO DO DESENVOLVIMENTO (TID) – Abrange crianças com alguns comportamentos autistas. Conhecido como autismo atípico, se refere a dificuldades acentuadas na socialização, com início precoce e que impactam várias áreas do desenvolvimento. Diante de uma suspeita, é importante informar ao pediatra, para que haja o encaminhamento para avaliação psiquiátrica do caso. Assim, feito o diagnóstico, essa criança poderá se beneficiar do tratamento multidisciplinar, com médico, psicoterapeuta, profissionais da escola e, para alguns casos, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. O olhar para a pessoa autista nos coloca a par da necessidade de elaborar um tratamento para cada criança: singular, diferenciado, único na forma de compreender e intervir. O tratamento não leva a cura, mas modelos únicos de atenção integral ao autista e a família favorece o desenvolvimento da comunicação e interação social, levando a uma melhor qualidade de vida do paciente e da família.

TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade O TDAH NÃO resulta de má educação ou falta de limites, nem de perda de oportunidades ou abandono afetivo ou mesmo de lares desajustados. NÃO RESULTA de uma sociedade hiperativa, informatizada ou hiper focada em vários estímulos ao mesmo tempo. O TDAH teve o primeiro artigo publicado em 1902, mas o padrão clínico só foi definido entre os anos 50-60 e reconhecido como transtorno em 1980. Porém somente hoje, por termos informações mais esclarecidas, estamos mais alertas para identificá-lo.

Pesquisas recentes mostram que a incidência de TDAH independe do nível social e cultural e que os sinais do transtorno já podem ser observados antes dos 5 anos (durante seis meses, no mínimo) e com efeitos, dentre outros, na alimentação, no sono, no psicomotor, na linguagem da criança e nas dificuldades em memorizar e aprender.

O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas: TDAH com predomínio de sintomas de desatenção; TDAH com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade; TDAH combinado.

Estudos apontam a predisposição genética e a ocorrência de alterações nos neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) que estabelecem as conexões entre os neurônios na região frontal do cérebro como as principais causas do transtorno do déficit de atenção. Algumas pesquisas indicam que fatores ambientais e neurológicos podem estar envolvidos, mas ainda não há consenso sobre o assunto. Porém sabemos que o TDAH é um transtorno que leva a problemas em todos os aspectos da vida do portador e daqueles que convivem com ele. Acarreta problemas sociais, afetivos, de autoimagem, ansiedade, dificuldades de relacionamento, agressividade, impulsividade, grave desatenção, acidentes, abandono afetivo em função do comportamento “difícil”, maior risco de gravidez na adolescência, separação conjugal, e mais chance de não atingir a formação universitária ou sucesso na carreira profissional.

Das dificuldades associadas à origem do fracasso escolar o TDAH vem sendo atualmente a mais amplamente divulgada na mídia. Existe um grave problema que é a falta de informação que ainda impera no meio escolar, a falta de preparo dos professores, além da veiculação de informações desencontradas sobre o transtorno e seus tratamentos. O professor, no geral sem saber como agir, encaminha estas crianças sem preparo ou modo preventivo de ação dentro de sala de aula. E ainda depois da confirmação diagnóstica, continuam sem saber o que fazer, demando à família e criando a expectativa de um “milagre” medicamentoso. O TDAH é um problema que se identifica pela observação do comportamento, da cognição e do rendimento em situações sociais, afetivas e acadêmicas. Pelo excesso de sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade. O TDAH é um transtorno sem resultado biológico definido, onde exames de sangue e de imagem, como Tomografia e Ressonância, nada mostrarão. Nem todo profissional sabe diagnosticar o TDAH, no geral, os especialistas médicos mais aptos pela experiência são os neuropediatras e psiquiatras infantis e, nas áreas afins, os psicólogos, os fonoaudiólogos e os psicopedagogos.

Considera-se que o diagnóstico deve ser essencialmente clínico, o que significa que não pode ser feito isoladamente por nenhuma escala ou teste. Por conta dessa diferença essencial entre os sintomas comportamentais e as manifestações cognitivas são constatadas frequentes contradições entre as avaliações realizadas a partir do uso de escalas específicas ou os critérios do DSM V e aquelas baseadas exclusivamente em critérios neuropsicológicos. Avaliações precipitadas podem dar origem a falsos positivos que demandam a indicação desnecessária de medicamentos.

O tratamento varia de acordo a existência, ou não, de comorbidades ou de outras doenças associadas, mas basicamente consiste em psicoterapia e acompanhamento médico. A psicoterapia representa um caminho eficaz para a recuperação da autoestima, quase sempre comprometida pelos sentimentos de fracasso e frustração provenientes das dificuldades de lidar com situações rotineiras.

É fundamental que se leve em conta que o processo da atenção envolve uma interação complexa de funções e o déficit consiste num quadro e não em uma doença específica. Além disso, em termos de diagnóstico a deficiência atencional pode se manifestar como um quadro primário ou como um sintoma secundário a vários distúrbios e circunstâncias. A atenção é uma função que deve ser observada e avaliada sempre interrelacionada a outras funções psíquicas.

Situações de Crise

Suporte psicoterapêutico

Nossa orientação consiste em tratar o sujeito como único na sua relação com seu corpo e com o mundo. Psicologia – Psicanálise – Psicopedagogia

Profissionais especializados e com anos de experiência, capacitados para atendimento infantil, adolescente, adulto e idoso > Online ou presencial (Copacabana e Largo do Machado)

A ESuP E SEU DIFERENCIAL

A ESuP – Equipe de Suporte Psicológico – se propõe a oferecer um diferencial em relação à orientação clínica de seus pacientes, que podem contar com um suporte às especificidades que as crises subjetivas requerem. Pela extensa experiencia de nossa equipe, oferecemos atendimento de urgência em domicílio para pacificação de situações de crise, além das consultas online ou no consultório.

Pacientes em crise ou com necessidades especiais podem ser atendidos pela ESuP, um serviço que leva até a casa do paciente o cuidado e dedicação oferecidos na clínica.

A ESuP visa repensar estratégias a fim de inventar novos contextos que operem com a crise e seus sintomas, voltando-se, fundamentalmente, à pessoa que sofre e aos seus familiares.

Ao longo de nossa experiência temos nos deparado com diversas situações que nos ajudam a avaliar, aprimorar e discutir, através das inúmeras intercorrências vividas, o nosso trabalho. Pessoas em crise, geralmente, precisam de um tratamento adequado e, em alguns casos, este tratamento precisa ser imediatamente iniciado. Contudo, é importante que possamos desconstruir a ideia atual de urgência em psiquiatria e pensemos com uma ética rigorosa e mais cuidadosa à atenção urgente ao sujeito em crise. As questões são diversas e complexas, nos levando a refletir alguns pontos.

Como proceder no contato inicial? Várias questões se apresentam a cada caso:

A situação requer intervenção de imediato? A pessoa que motivou o contato está em surto ou apenas estamos lidando com a angústia de um familiar ou de um amigo? Está a pessoa em crise submetida a algum tipo de tratamento e sob efeito de alguma droga ou medicação? A pessoa em questão está sob risco de vida ou promovendo algum risco social grave? Como buscar um apaziguamento e até que ponto vai a autonomia da intervenção da ESuP?

A maioria dos médicos de urgência reconhece pacientes que estão obviamente agitados, inadequados, desorganizados ou delirantes, mas geralmente estamos lidando com um leigo e sem a possibilidade prévia de uma avaliação clínica. Além disso, diferentemente da simples urgência ou da emergência clássicas, visamos atender as urgências orientados pela clínica psicanalítica, entendendo por urgência subjetiva a necessidade de acolhimento aos sujeitos em crise, que chegam à ESuP a partir de demandas variadas, mas com o pedido de acolhimento urgente ao sofrimento psíquico. Acolhemos a urgência subjetiva sem a precipitação que pode levar o sujeito à uma hospitalização ao invés do encaminhamento mais adequado para o tratamento.

Mas o que é uma urgência? É preciso saber, em primeiro lugar, em torno de que há urgência. Em torno de que questões podemos dizer que uma resposta urge? A urgência advém em torno de algumas questões, mas quando falamos que algo é urgente, isso significa que não podemos deixar para amanhã. Pessoas em grave sofrimento psíquico passam por alguns momentos críticos, que muitas vezes coincidem com o desencadeamento de uma crise. Esse desencadeamento é capaz de gerar atos graves cometidos por essas pessoas em nome de um sofrimento psíquico que não cessa somente com uma prescrição de medicação psicotrópica, mas requer uma estrutura mais complexa de acolhimento e cuidado, objetivando a restituição de um lugar possível, onde esta pessoa encontre um contorno às suas desordens.

Assim, ao atender ao desafio de um contato inicial, procuramos oferecer um serviço diferenciado, pensamos avisadamente em estratégias singulares, criamos contextos e buscamos respostas rápidas, sempre visando acolher e apaziguar as pessoas e seus familiares em sofrimento.

Ellen Guerreiro